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Preso maior assaltante a banco de Minas

Fonte: Otempo

Belo Horizonte

Preso maior assaltante a banco de Minas

Depois de sete meses de investigações, a Polícia Civil conseguiu prender Ronaldo Inácio de Oliveira, 26, considerado o líder da única quadrilha especializada em assalto a bancos em Minas Gerais. O grupo, que vinha atuando desde 2002, sequestrava gerentes e aterrorizava seus familiares como meio de subtrair dinheiro dos cofres das instituições.

Detido na última quinta-feira (e apresentado ontem na capital), Oliveira estava em um hipermercado de Contagem e não reagiu à prisão.

Com ele os agentes da 2ª Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos encontraram um arma com a numeração raspada e uma carteira de habilitação falsa. O grupo, segundo a Polícia Civil, seria responsável por pelo menos sete assaltos a bancos, ocorridos desde junho passado, nos municípios de Caeté, Pedro Leopoldo, Santa Luzia, Lagoa Santa e Sabará, todos na Grande Belo Horizonte, e Ipatinga (Vale do Aço), além de uma tentativa frustrada em Contagem. A estimativa é que a quadrilha tenha provocado um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão. Quatro integrantes ainda são procurados.

Ontem, o delegado João Marcos de Andrade Prata, da 2ª Delegacia de Repressão a Roubo e Furto de Bancos, informou que as investigações sobre o bando tiveram início após um assalto a uma agência do Banco Itaú cometida em Caeté, quando foram roubados R$ 598 mil. Em outra ação, cometida quatro meses depois em Santa Luzia, os bandidos roubaram R$ 65 mil. Para conseguir levar o dinheiro, os suspeitos sequestraram o gerente da agência e a família dele e depois foram até ao banco para pegar a quantia.

A forma de atuação era sempre a mesma. “Primeiro os criminosos acompanhavam a rotina do bancário, que era sequestrado juntamente com a família, e o obrigava a ir à agência para pegar o dinheiro”, explicou Prata. O delegado disse que o bando aproveitava períodos de grande movimentação financeira nos bancos para poder agir, como épocas de pagamento de salários.

Oliveira era considerado foragido desde agosto passado, quando deixou o Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, graças a uma autorização da Justiça. Ele, que cumpria pena de 12 anos por assalto, não retornou à prisão. Antes disso, segundo um dos agentes da polícia que participou das investigações, o acusado planejou o assalto de um banco em Caeté de dentro da penitenciária.

Pelo menos outras sete pessoas foram presas durante os meses de investigações da polícia, para chegar ao líder dos assaltantes. Mesmo com os reveses na formação da quadrilha, Oliveira tinha facilidade em reorganizá-la. “Ele se associava facilmente a outras pessoas para cometer novos assaltos”, disse o delegado. Um desses comparsas, identificado pela polícia como Wanderson do Nascimento Mendes, foi preso no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp), mas conseguiu fugir em setembro passado, voltando a integrar o grupo.

Sequestro derradeiro

A última ação do bando, conforme a polícia, foi no dia 10 de janeiro, contra uma agência do Real em Contagem, na Grande Belo Horizonte. O tesoureiro da agência foi sequestrado e a mulher dele, mantida refém em casa junto com a filha de 1 ano e 5 meses. O assalto foi frustrado porque o segurança do banco acionou a polícia. A família do bancário só foi libertada quase 20 horas após o sequestro, às margens da BR-381, na saída para Vitória.

O revólver calibre 38 apreendido com Oliveira teria sido roubado do vigilante de uma das agências assaltadas. O acusado negou ser líder do bando, mas admitiu ter participado de um roubo a banco em Santa Luzia.

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By 6 de abril de 2019

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