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Por causa de caderno rasgado: Adolescente espanca e mata colega dentro de escola

Foto: Otempo / Fonte: G1

Brasil

Por causa de caderno rasgado: Adolescente espanca e mata colega dentro de escola

Suspeita do crime viu o pai matar a mãe quando tinha 3 anos de idade e desde então ela morava em um abrigo da prefeitura.

Uma adolescente de 15 anos morreu em Minas Novas no fim da tarde dessa quarta-feira (10) depois de ter sido espancada por uma colega, também de 15 anos, dentro da Escola Estadual Dr Agostinho da Silva Silveira. Segundo informações da Polícia Militar, Maria Aparecida Esteves Otoni foi atacada com um prato na cabeça e espancada com chutes e socos na cabeça; ela chegou a ser socorrida pelo Samu, mas morreu horas depois, por traumatismo craniano. Segundo funcionários da escola, a adolescente que atacou a colega sofre de transtornos mentais.

Em registro da Polícia Militar, os professores relataram que tentaram separar as duas adolescentes e tentaram conter a autora, mas não conseguiram a tempo de cessar o ataque. Os funcionários afirmam ainda que a autora tem histórico de agressões, e que tentou se ferir durante registro da ocorrência, mas foi contida por policiais.

A reportagem fez contato com a direção da Escola Dr Agostinho Silva da Silveira, mas a diretora disse não ter condições de comentar o ocorrido. Um funcionário, que preferiu não se identificar, contou que ajudou a socorrer Maria Aparecida, e detalhou o que ocorreu no pátio do colégio.

O servidor conta que as duas menores estavam no pátio, durante o recreio. Quando a vítima passava, foi surpreendida pelas agressões e não chegou a reagir. O funcionário afirma que Maria Aparecida tinha epilepsia e teve uma convulsão depois de sofrer a agressão na cabeça. Enquanto ela se debatia, a autora continuou a socando e chutando, até que foi afastada do local por um grupo de funcionários.

Ainda de acordo com o funcionário, as duas são acolhidas por uma instituição que presta assistência social a crianças e adolescentes. A autora mora em um abrigo e, segundo o funcionário, perdeu o contato com os pais desde criança; ela assistiu ao assassinato da mãe cometido pelo pai quando tinha 3 anos de idade e desde então foi acolhida pela instituição. O pai dela segue preso.

Ainda de acordo com o servidor público, a instituição social apresentou um laudo que diz que a autora da agressões sofre de esquizofrenia, mas que ela nunca teve um professor de apoio dentro do colégio. A vítima morava com os pais dela e, devido a más condições financeiras da família, precisava de assistência social para comprar remédios controlados para a epilepsia.

Após o espancamento, a escola interrompeu as aulas. De acordo com o funcionário, o corpo de servidores está muito abalado com o ocorrido e uma reunião foi realizada no colégio na manhã desta quinta (11) para tentar “amenizar a situação”. Para ele, a sensação de impotência é o que causa tristeza.

“Dá uma sensação de impotência. A gente sente incapaz, e fica triste ainda com a ausência do Estado. Simplesmente deixam um amontoado de alunos especiais sem estrutura, sem acompanhamento, joga para a escola resolver sozinha. A Prefeitura até dá apoio, mas a ausência do estado é muito grande”, lamenta.

O corpo da vítima foi encaminhado ao IML de Capelinha. A autora foi encaminhada pela Polícia Militar ao hospital e, depois de receber alta, à delegacia de Polícia Civil.

Segundo a PC, a adolescente foi autuada em flagrante por ato infracional análogo ao crime de homicídio consumado, e o delegado decidiu pela internação provisória. Ainda nesta manhã a adolescente será apresentada na Promotoria de Justiça de Capelinha.

O que diz a secretaria de Educação

Em nota, a secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais afirmou que um representante da pasta está se deslocando para Minas Novas para acompanhar e dar apoio às famílias das envolvidas no caso e aos servidores da escola. Ainda segundo a nota, no momento do ocorrido, a direção da escola tomou todas as providências cabíveis.

A secretaria ressaltou ainda, que a escola recebeu alguns alunos de um abrigo, entre eles, as alunas envolvidas, que eram acompanhados por uma educadora da Casa Lar. “A aluna agredida já tinha sido reintegrada à família. Já a agressora permanecia acolhida na Casa Lar. A escola está montando uma rede de apoio, para acompanhar o caso e dar os encaminhamentos necessários”. A secretaria de Estado de Educação reforçou que todas as escolas estaduais estão aptas a receberem alunos com deficiência.

Comoção

O crime bárbaro contra a estudante Maria Aparecida chocou a população da cidade. Pelas redes sociais, vários moradores lamentam o falecimento da vítima.

A Prefeitura de Minas Novas divulgou nota de luto em sua página oficial. “O Prefeito Aécio, em nome de todos os funcionários da Prefeitura Municipal de Minas Novas, vem a público externar o sentimento de pesar pelo prematuro falecimento da jovem Maria Aparecida, se juntando em oração com toda comunidade minasnovense pendido a Deus que dê forças à família e amigos para superarem este momento difícil”, diz o comunicado.

Morre estudante de 15 anos após ser espancada dentro de Escola em Minas Novas, no Vale Do Jequitinhonha 1

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By 6 de abril de 2019

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