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O que Bolsonaro não quer falar, eu falo, afirma general Mourão

Brasil

O que Bolsonaro não quer falar, eu falo, afirma general Mourão

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Em seu último evento público nos EUA, nesta terça-feira (9) em Washington, o general Hamilton Mourão afirmou que não é fácil ser vice-presidente e se definiu como uma espécie de escudo e espada de Jair Bolsonaro, para defender, atacar e falar o que o presidente não está autorizado a fazer.

“Você tem que ter disciplina intelectual para entender as necessidades do presidente. Eu olho para mim mesmo como uma figura complementar. Coisas que ele não quer falar, me diga, ok, eu vou lá e falo”, declarou Mourão em palestra no Brazil Institute, do Wilson Center.

“Eu me sinto como o escudo e espada do presidente. Eu posso defender quando ele precisa ser defendido e posso atacar antes que ele precise atacar”, completou.

Criticado por aliados de Bolsonaro pela postura antagônica que tem adotado em relação à do governo, Mourão passou os últimos quatro dias em que esteve nos EUA tentando se colocar como alguém alinhado ao presidente.

O vice admitiu, porém, que é difícil ser o segundo no comando quando se foi general -e comandou a todos os subalternos- por 12 anos.

“Não é fácil ser vice-presidente, você é o segundo no comando. Você pode olhar para mim e dizer: ‘você foi um general por 12 anos e comandava todo mundo’. Bom, agora eu não comando”.

Mourão afirmou ainda a Constituição brasileira é muito vaga sobre a função do vice-presidente. O texto diz apenas que a figura deve substituir o chefe do Executivo em suas ausências e receber “missões especiais”. 

“Sempre que o presidente quiser me dar missões especiais, eu estarei pronto”, disse Mourão.

Diante de professores, pesquisadores e analistas dos EUA interessados em assuntos relacionados ao Brasil, Mourão fez um discurso de vinte minutos –o mesmo feito por ele na Brazil Conference, neste fim de semana em Boston, e respondeu perguntas em inglês. 

O vice afirmou ainda que sua maneira de pensar diferente da de Bolsonaro faz com que eles consigam conversar com um arco mais amplo de pessoas -como investidores, sindicalistas e lideranças locais, exemplificou.

“Assim convencemos todo mundo em ter confiança na gente e acreditar no que queremos fazer para o Brasil”.

Mourão cumpriu uma agenda intensa nos EUA desde sexta-feira (5), em Boston, onde participou da Brazil Conference para debater os principais do país. Na cidade, encontrou com imigrantes brasileiros, pensadores de esquerda, empresários e investidores e, esta semana em Washington, reuniu-se com o vice-presidente americano, Mike Pence, e senadores democratas e republicanos.

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